Desta forma, o vasto exército de South Kensington foi rendido e Império de Notting Hill começou. Um fato a mais neste contexto que talvez vale a pena mencionar - o fato de que, após a sua vitória, Adam Wayne fez com que a grande torre em Campden Hill fosse revestida com ouro e inscrita com um grande epitáfio, dizendo que era o monumento a Wilfrid de Lambert, o defensor heroico do lugar, e coroada com uma estátua, que não fazia justiça a seu grande nariz.
| Livro V |
O Império de Notting Hill
Na noite de três de outubro, vinte anos após a grande vitória de Notting Hill, que conseguiu o domínio de Londres, o rei Auberon saiu, como antigamente, do Palácio de Kensington.
Havia mudado muito pouco, exceto por um ou dois traços cinzentos em seu cabelo, pois o seu rosto sempre tinha sido velho, e o seu passo lento, e, por assim dizer, decrépito.
Se parecia velho, não era por causa de algo físico ou mental. Era porque ainda usava, com um conservadorismo pitoresco, o fraque e chapéu alto dos dias de antes da grande guerra. Dizia ele:
— Sobrevivi ao Dilúvio. Sou uma pirâmide, e devo me comportar como tal.
Enquanto ele passava pela rua os habitantes de Kensington, em suas pitorescas batas azuis, o saudavam como rei, e em seguida, olhavam para ele como uma curiosidade. Parecia estranho a eles que os homens tivessem alguma vez usado um traje tão élfico.
O Rei, cultivando a caminhada atribuída ao mais antigo habitante (seus amigos estavam agora confidencialmente o chamando "Velho Auberon"), foi a passos vacilantes para o norte. Ele fez uma pausa, com uma reminiscência em seu olho, no Portão Sul de Notting Hill, um dos nove grandes portões de bronze e aço, forjados com marcas de batalhas antigas, pela mão do mesmo Chiffy.
— Ah! – disse, balançando a cabeça e assumindo um ar desnecessário de idade, e um sotaque provinciano. — Lembro quando não havia nada disso aqui.