Lambert riu no ato de levantar macarrão à boca.

— Perigoso! Não conhece Quin, senhor!

— Todo homem perigoso — disse o velho sem mover-se — é o que só se preocupa com uma coisa. Eu mesmo já fui perigoso.

E com um sorriso agradável, terminou o café e levantou-se, inclinando-se profundamente, e entrou na neblina, que havia crescido novamente densa e sombria. Três dias depois souberam que havia morrido calmamente num alojamentos no Soho.


Em outro lugar, em meio ao mar escuro da névoa estava uma pequena figura abalada e com tremores, com o que poderia ser à primeira vista terror ou malária: mas que na verdade sofria de uma estranha doença, o riso solitário. Ele estava repetindo novamente para si mesmo com um rico sotaque — Mas, atendendo-se ao interesse público...

A Colina de Humor

— Em um pequeno jardim quadrado de rosas amarelas, ao lado do mar — disse Auberon Quin — houve um ministro dissidente que nunca tinha ido a Wimbledon. Sua família não entendia a tristeza ou o olhar estranho em seus olhos. Mas um dia eles se arrependeram de sua negligência, pois ouviram que um corpo havia sido encontrado na costa, fustigado, mas usando botas de couro patente. Aconteceu dele não ser o tal ministro. Mas no bolso do homem morto havia um bilhete de volta para Maidstone.

Houve uma breve pausa enquanto Quin e seus amigos, Barker e Lambert, foram andando no meio da relva lamacenta dos jardins de Kensington. Então, Auberon retomou:

— Essa história — disse respeitosamente — é o teste de humor.