— Quero dizer que deveria. Como disse, fizemos o nosso melhor para ser generosos. Desafio qualquer um a negar. Sr. Wayne, não quero ser grosseiro, mas permita-me dizer que você deveria estar na prisão. É criminoso parar obras públicas por um capricho. Senão, com o mesmo direito que você almeja, um homem poderia também queimar dez mil cebolas em seu jardim da frente ou fazer suas crianças correr nuas na rua. Pessoas foram obrigadas a vender antes. O rei pode obrigá-lo, e espero que o faça.

— Até que o faça — disse Wayne, calmamente —, o poder e o governo desta grande nação está do meu lado e não do seu, e desafio você a desafiá-los.

—Em que sentido — gritou Barker, com os olhos e as mãos febris —, o Governo está do seu lado?

Com um movimento, Wayne desenrolou um grande pergaminho sobre a mesa. Ele foi decorado nas laterais com esboços de aquarela de sacristões em coroas e grinaldas.

— A Carta das Cidades... — começou.

Buck lançou uma imprecação brutal e riu:

— Essa tola piada. Já não tínhamos o suficiente...

— E aí você fica — gritou Wayne, erguendo-se com uma voz como de trombeta — sem argumentos, insultando o rei diante do seu rosto.

Buck ergueu-se também com os olhos ardentes:

— Sou difícil de intimidar... — começou. Mas as palavras lentas do rei soaram com incomparável gravidade: