Buck, embora mutilado com o golpe de uma alabarda, manteve uma raivosa mas esplêndida sanidade. Ele tateou loucamente pelo muro e encontrou. Lutando com dedos rastejando ao longo do muro, encontrou uma abertura lateral e recuou com os restos de seus homens. Suas aventuras durante essa noite prodigiosa não podem ser descritas. Eles não sabiam se estavam indo em direção ou para longe do inimigo. Não sabendo onde eles mesmos estavam, ou onde os seus oponentes estavam, era mera ironia perguntar onde estava o resto de seu exército. Pois uma coisa tinha descido sobre eles que Londres não conhecia – escuridão, anterior a existência das estrelas, e eles estavam perdidos nela como se tivessem sido feitos antes das estrelas. Ocasionalmente, enquanto aquelas horas terríveis passavam, eles fustigavam na escuridão contra homens vivos, que os atingiram e a quem eles atingiam, com uma fúria idiota. Quando finalmente o amanhecer cinzento chegou, descobriram que tinham andado de volta para a beira da Uxbridge Road. Descobriram que nesses encontros horríveis sem visão, os soldados de North Kensington, Bayswater e West Kensington tinham se encontrado repetidamente e massacraram uns aos outros, e ouviram que Adam Wayne estava barricado em Pump Street.


[1]

Clanricarde Gardens, neste momento já não era um beco sem saída, mas era conectado da Pump Street para Pembridge Square.

O Correspondente do Jornal da Corte

O jornalismo tornou-se, como a maioria de tais coisas na Inglaterra sob o governo cauteloso e filosofia representada por James Barker, um pouco sonolento e muito diminuído em importância. Isto foi, em parte, devido ao desaparecimento de partidos políticos e das discussões públicas, em parte pelo compromisso ou impasse que havia feito guerras estrangeiras impossíveis, mas, principalmente, é claro, pelo temperamento de toda a nação, que era a de um povo em uma espécie de remanso. Talvez o mais conhecido dos jornais restantes fosse o Jornal da Corte, que era publicado em um escritório empoeirado, mas de aparência gentil em Kensington High Street. Pois quando todos os jornais de um povo passam anos cada vez mais fracos, decorosos e otimistas, o mais fraco, mais decoroso e mais otimista é o provável ganhador. Na competição jornalística que ainda estava em curso no início do século XX, o vencedor final foi o Jornal da Corte.

Por alguma razão misteriosa, o rei teve um carinho muito grande em ficar no escritório do Jornal da Corte, fumando um cigarro de manhã e olhando os arquivos. Como todos os homens basicamente ociosos, gostava muito de relaxar e conversar em lugares onde outras pessoas estavam trabalhando. Mas qualquer um teria pensado que, mesmo na Inglaterra prosaica de seus dias, poderia ter encontrado um centro mais movimentado.

Nesta manhã em particular, no entanto, saiu do Palácio de Kensington com um passo mais alerta e um ar mais agitado do que o habitual. Usava um extravagantemente fraque longo, um colete verde-claro, gravata preta bem completa, e curiosas luvas amarelas. Este era o seu uniforme como coronel de um regimento de sua própria criação, 1a dos Decadentes Verdes. Era uma bela visão. Caminhou rapidamente em frente ao Parque e da High Street, acendendo o cigarro enquanto andava, e abriu a porta do escritório do Jornal da Corte.

— Já ouviu a notícia, Pally? Já ouviu a notícia?

O nome do editor era Hoskins, mas o rei o chamava Pally, que era uma abreviação de Paladino das nossas liberdades.