— Bem, vossa Majestade — disse Hoskins, lentamente (era preocupado, cavalheiresco, com uma barba falha marrom) —, ouvi coisas curiosas, mas eu...
— Ouvirá mais delas — disse o Rei, dando alguns passos de uma espécie de dança africana. — Ouvirá mais delas, meu tribuno de sangue-e-trovão. Sabe o que vou fazer por você?
— Não, Majestade — respondeu o Paladino, vagamente.
— Vou colocar o artigo em fortes, arrojadas e empreendedoras linhas — disse o rei. — Agora, onde estão os seus cartazes sobre a derrota de ontem à noite?
— Não propus, vossa Majestade — disse o editor —, ter quaisquer cartazes exatamente...
— Papel, papel! — gritou o rei, descontroladamente. — Traga-me um papel tão grande como uma casa. Farei cartazes para você. Pare, tenho que tirar o meu casaco… — começou a tirar aquela roupa com um ar de definitiva intensidade, atirou-a alegremente na cabeça do Sr. Hoskins, envolvendo-o inteiramente, e olhou-se no espelho. — Sem casaco e com chapéu. Isso parece um subeditor. Na verdade, é a própria essência do subeditor. Bem — continuou ele, voltando-se abruptamente —, vêm junto com o papel.
O Paladino tinha acabado de livrar-se reverentemente das dobras da casaca do Rei, e disse perplexo:
— Lamento, vossa majestade...
— Oh, você não tem nenhuma iniciativa — disse Auberon. — O que é o rolo no canto? Papel de parede? Decorações para a sua residência privada? Arte para casa, Pally? Jogue-o aqui, e vou pintar os cartazes na parte de trás para que quando colocá-lo em sua sala vai colar o padrão original contra a parede — e o Rei desenrolou o papel de parede, espalhando-o pelo chão todo. — Agora dá-me a tesoura — gritou, e a pegou antes do outro poder se mexer.
Ele cortou o papel em cerca de cinco pedaços, cada um quase tão grande como uma porta. Então, pegou um lápis azul, e ficou de joelhos sobre o empoeirado papel de parede e começou a escrever em enormes letras: