— Buck, sempre admirei você. E estava muito certo no que disse outro dia.

— Em que?

— Ao dizer — disse Barker, levantando calmamente — que nós todos entramos na atmosfera de Adam Wayne e fora da nossa. Meu amigo, todo o reino territorial de Adam Wayne se estende a cerca de nove ruas, com barricadas no fim delas. Mas o reino espiritual de Adam Wayne estende-se... Deus sabe até aonde! Estende-se a este escritório, de qualquer maneira. O louco de cabelo vermelho que qualquer médico internava está preenchendo o quarto com sua alma que ruge de forma não-razoável. E foi o louco de cabelo vermelho que disse que a última palavra.

Buck foi até a janela, sem responder.

— Entende, claro — disse finalmente —, que nem sonho em desistir.


O rei, por sua vez, foi sacudindo ao longo do percurso no topo de seu ônibus azul. O tráfego de Londres como um todo não tinha, é claro, sido muito perturbado por estes eventos, pois o caso foi tratado como um motim de Notting Hill, e a área foi demarcada como se tivesse estado nas mãos de uma quadrilha de reconhecidos desordeiros. Os ônibus azuis simplesmente rodaram como teriam feito se uma estrada estivesse sendo consertada, e o ônibus onde o correspondente do Jornal da Corte estava sentado foi em volta de Queen’s Road em Bayswater.

O Rei estava sozinho no topo do veículo, e estava gostando da velocidade em que estava indo.

— Avante, minha beleza, meu árabe — disse ele, batendo no ônibus encorajador —, o mais rápido de toda sua limitada tribo. São as tuas relações com o teu motorista, me pergunto, as mesmas do beduíno e sua montaria? Será que ele dorme lado a lado contigo...

Suas meditações foram quebradas por uma parada repentina e chocante. Olhando por cima da borda, viu que os veículos foram parados por homens em uniforme do exército de Wayne, e ouviu a voz de um policial gritando ordens.