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O rei Auberon desce do ônibus com dignidade
| O rei Auberon desce do ônibus com dignidade |
O rei Auberon desceu do ônibus com dignidade. A guarda ou piquete de alabardeiros vermelhos que pararam o veículo não eram mais do que vinte, e estavam sob o comando de um pequeno, escuro, e aparentemente inteligente jovem, bem visível entre os outros, vestido com um simples fraque, mas com uma faixa vermelha na cintura e uma espada longa do século XVII. Um chapéu de seda brilhante e óculos concluíam a roupa de uma maneira agradável.
— Com quem tenho a honra de falar? — disse o Rei, se esforçando para parecer Charles I, apesar das dificuldades pessoais.
O homem moreno de óculos levantou seu chapéu com igual gravidade:
— Meu nome é Bowles. Sou um químico. Também sou capitão da companhia O do exército de Notting Hill. Estou aflito de ter de perturbá-lo parando o ônibus, mas esta área é coberta por nossa proclamação, e interceptamos todo o tráfego. Peço a quem tenho a honra… Boas graças, peço o perdão de Vossa Majestade. Estou muito desconcertado em encontrar-me com o Rei.
Auberon levantou a mão com grandeza indescritível:
— Não com o Rei, com o correspondente de guerra especial do Jornal da Corte.
— Peço o perdão de Vossa Majestade — começou o Sr. Bowles, em dúvida.
— Chama-me de Majestade? Repito — disse Auberon, com firmeza —, sou um representante da imprensa. Escolhi, com um profundo senso de responsabilidade, o nome de Pinígero. Desejo um véu sobre o passado.