Resurge e chora o passado
—Pobre ninho abandonado
Que a neve alagou, desfez...—

E pensam nos seus amôres

Ephemeros como as flôres
Que o sol queima no sertão...
Os filhos, quando crescidos,
Foram levados, vendidos,
E ninguem sabe onde estão.

Conheceram muito dono:

Embalaram tanto somno
De tanta sinhá gentil!
Foram mucambas amadas,
E agora inuteis, curvadas,
Numa velhice imbecil!

No emtanto o luar de prata

Envolve a collina e a matta
E os cafesáes em redor!
E os negros, mostrando os dentes,
Saltam lepidos, contentes,
No batuque estrugidor.

No espaçoso e amplo terreiro

A filha do Fazendeiro,
A sinhá sentimental,
Ouve um primo recem-vindo,
Que lhe narra o poema infindo
Das noites de Portugal.

E ella avista, entre sorrisos,