As velhas negras, coitadas,

Ao longe estam assentadas
Do batuque folgasão.
Pulam creoulas faceiras
Em derredor das fogueiras
E das pipas de alcatrão.

Na floresta rumorosa

Esparge a lua formosa
A clara luz tropical.
Tremeluzem pyrilampos
No verde-escuro dos campos
E nos concavos do val.

Que noite de paz! que noite!

Não se ouve o estalar do açoite,
Nem as pragas do feitor!
E as pobres negras, coitadas,
Pendem as frontes cançadas
Num lethargico torpôr!

E scismam: outrora, e d'antes

Havia tambem descantes,
E o tempo era tam feliz!
Ai! que profunda saudade
Da vida, da mocidade
Nas mattas do seu paiz!

E ante o seu olhar vazio

De esperanças, frio, frio
Como um véu de viuvez,