É-nos commum esta funérea sorte.
Cáe sobre nós a mesma noite escura,
E isto não finda sem que chegue a morte.
Se vejo nesse olhar um rir travêsso,
E em teu labio a insolencia costumada,
E o orgulho inflar teu coração... padeço,
E murmuro: «és como eu, tam desgraçada!»
Bem sei que ris, mas o teu labio treme:
Nos teus olhos azues o pranto brilha:
Tens orgulho, e essa voz suspira e geme...
Como nós somos desgraçados, filha!
VII
Se as flôres do balsedo
Podessem ver meu peito alanceado,
Como allivio ao meu aspero degredo,
Mandar-me-hiam, das moitas do balsedo,
De seus prantos o balsamo sagrado.
Se os rouxinoes da floresta