Das minhas penas fiz canções aladas
De alegre geito e jovial feição.
Vi-as partir em doidas revoadas,
E vi-as procurar teu coração.
Partem alegres, voltam lacrymosas,
Perdido o fresco riso ingenuo e lêdo,
Mas do que viram guardam, silenciosas,
O mais profundo e lugubre segredo.
XVI
Eu não posso esquecer, perdão, minha senhora,
—Estes laços de amôr custam a desatar—
Eu não posso esquecer, ó minha doce aurora,
Que subjuguei teu corpo e essa alma singular...
Teu corpo, ai! o teu corpo esbelto, moço e branco,