Já foi meu, já foi meu... mas neste instante, flôr,
Da tua alma prescindo, e escuta, serei franco,
Basta-me a que possuo, ah! basta, meu amôr!

Se um dia succeder, que esse teu seio trema

De novo juncto ao meu, hei-de insuflar-te, doudo,
Metade da minha alma, e então, gloria suprema!
De ambos nós, meu amôr, faremos um só todo...

[XVII]


É domingo: o burguez deixa os asphaltos,

Dando o braço á burgueza;

Procura o campo, e, ao vêl-o, exclama aos saltos:

«Ó filha, que lindeza!»

E pasma do verdôr febril, romantico,