Batido do torvelinho
O bosque palpita ao açoite
Do vento outomnal; é noite.

Monto a cavallo e metto-me a caminho.

E este inquieto pensamento,
E esta phantasia errante
Levaram-me nesse instante

Ao teu virgineo e candido aposento.

Os cães ladram; nas sonoras
Escadas assoma gente,
E eu no marmore luzente

Faço tinir as rútilas esporas.

No teu quarto da baunilha
Vôam cálidos arômas;
Tu dormes, soltas as cômas,

E eu nos teus braços cáio, minha filha!

Soluça o vento magoado:
Diz um carvalho altaneiro:
«Cavalleiro, cavalleiro,