Antiga partitura em velho pergaminho.
Uma noite extendi a musica na estante,
E o cravo suspirou... naquelle mesmo instante
Da eburnea pallidez doentia do teclado
Manso e manso evolou-se o arôma do passado.
E vi descer do quadro a languida açafata
Que, ao discreto pallôr das lampadas de prata,
A fimbria alevantando azul do seu vestido
O rôsto acerejado, o gesto commovido,
A sorrir, deslisou graciosa no tapête,