A meu tio João de Almeida e Albuquerque
O mar já me tentou: aspirações fogosas
Fizeram-me idear phantasticas viagens;
Eu sonhava trazer de incognitas paragens
Noticias immortaes ás gentes curiosas.
Mais tarde desejei riquezas fabulosas,
Um palacio escondido em múrmuras folhagens,
Onde eu fosse occultar as candidas imagens
Das virgens que evoquei por noites silenciosas.
Mas tudo isso passou: agora só me resta
Das chymeras que tive, uma visão modesta,
Um sonho encantador, de paz e de ventura.
É simples; uma alcôva, um berço, um innocente,
E uma esposa adorada, envolta, a negligente!
De um longo penteadôr na immaculada alvura...