A meu tio Luiz de Almeida e Albuquerque
I
A sala em que medita El-Rey é silenciosa,
Apainelada e fria, o largo reposteiro
Ondula brandamente á aragem preguiçosa.
II
Á cathedra real um Christo sobranceiro
Mésto, livido, nú, ferido e ensanguentado
Exhala sobre o seio o alento derradeiro.
III
El-Rey medita e scisma: o seu olhar turbado,