Porque emfim toda a vez que o sanguinario Cura
Se volta, e o oremus diz, segundo o ritual,
Da sacra vestimenta avultam na brancura
De pistolas um jogo e a fórma de um punhal.
Quando afinal chegou o instante, a occasião
Em que a missa termina, o Cura, erguendo um braço,
Grave traçou no ar e na mudez do espaço
O clemente signal da paz e do perdão.
A missa terminára.
O Cura nesse dia
Como sentisse n'alma uns raios de alegria,
De bondade e de amor, foi-se direito ao bando
Dos captivos, e assim fallou circumvagando
A vista em derredor: «Hermanos, viva Dios!
«Corre ahi que sou máu, fanatico e feroz...
«Pois em breve ides ver como se engana, quem
«Diz que eu sou o anti-Christo e que abomino o bem.
«Como é dia de festa e é dia de Natal,
«Dou-vos a liberdade, e não vos quero mal!