Vencidos no combate, ou pouco ou nada importa.
Ao chão vergae sem pena a faço semi-morta,
Mordendo, inda a lutar, o pó da enorme liça:
E tudo, emfim, esquecendo; os odios e os desprezos;
Que d'entre vós alguns, ao menos, fiquem prezos
Como fios de luz, ao manto da Justiça!
FIM.
APPENDICE
Nas paginas que em seguida se leem acha-se tão bem determinada, com tanta eloquencia e tão profunda observação, a missão da poesia contemporanea, que não podemos resistir ao desejo de as trazer das folhas passageiras do jornal, aonde pela primeira vez viram a luz, para as paginas d'este livro, por ventura um pouco menos ephemeras.
O autor das Radiações da Noite, intenta sobretudo mostrar que o seu espirito, correspondendo ás indicações da critica, procura inspirar-se, tanto quanto lhe é possivel, no mundo que o cerca, nos factos e nas acções do nosso tempo. Das Radiações da Noite á Alma Nova poder-se-ha talvez notar um certo caminho andado na direcção em que vae seguindo a arte contemporanea.
Do escripto como primitivamente foi publicado, entendemos, como o leitor tambem de certo comprehenderá, suprimir, hoje, a parte final em que o talentoso critico se referia, d'um modo demasiadamente lisongeiro, á individualidade litteraria do autor das Radiações.
Guilherme d'Azevedo
TENDENCIAS NOVAS DA POESIA CONTEMPORANEA
a preposito das