--Estou, Fulata. Que queres?

--Falla por mim, Macumazan. Dize a Boguan que não me comprehende bem. Dize-lhe que o amei sempre, desde o primeiro dia, que o amo... Mas que morro contente, porque elle não se podia prender a uma rapariga como eu... O sol não se casa com a noite.

Teve um suspiro. A sua mão errante procurava em redor.

--Macumazan, estás ahi? Dize-lhe que me aperte mais contra o peito, para eu sentir os seus braços. Assim, assim... Dize-lhe que um dia hei de tornar a vêl-o nas estrellas... Que hei de ir de estrella em estrella, á procura d’elle. Macumazan, dize-lhe ainda que o amo, dize-lhe ainda...

Os labios sorriam, sem fallar. Estava morta.

As lagrimas cahiam, quatro a quatro, pela face do meu pobre John.

--Morta! Murmurava elle, agarrando ainda as mãos de Fulata. Já me não ouve! E não a tornar a vêr, não a tornar a vêr!

O barão disse então, devagar, e n’uma estranha voz:

--Não tardará, amigo, que a tornes a vêr.

--Como assim?