--O golpe foi bom. Arrastem para fóra o cão morto.
Quatro homens sahiram da fileira, levaram o corpo.
E então a mesma voz esganiçada, sibilante, horrivel (que evidentemente era da macaca) cortou o ar:
--A palavra do rei foi dita! A vontade do rei foi feita! Treme e adora, oh povo! E cobri bem depressa as manchas de sangue. A palavra foi dita, a vontade foi feita!
Uma rapariga sahiu de traz da cubata real com um vaso de louça, e, atirando d’elle cal ás mãos cheias, escondeu as nodoas horriveis. Tuala permanecia immovel, como um idolo.
Por fim, lentamente, voltou para nós a face medonha.
--Gente branca! Disse elle. Gente branca, que vindes não sei d’onde, nem sei a quê, sêde bemvinda!
--Bem estejas, rei dos Kakuanas! Respondi eu, com dignidade.
Houve um silencio, através do qual ficamos immoveis, sentados, com os olhos cravados no monstro.
--Gente branca, volveu elle, que vindes vós procurar aqui?