--Perfeitamente! Exclamei eu, com tranquillidade. Ergue-te tu, oh rei, caminha através do pateo, e antes de chegares ao portal da aringa rolarás morto no chão. Ou, se não queres ir tu mesmo, manda teu filho Scragga.
A isto, Scragga deu um grito, lançou um pulo, e fugiu para dentro da aringa real.
Perante a estranha audacia com que lhe propunhamos para mostrar as nossas Artes Magicas matar um principe ou um boi, á sua escolha--Tuala ficou esgazeadamente perplexo. O seu olho coruscante ora se poisava em nós, ora no chão. Depois, n’um tom surdo:
--Bem, que enxotem uma vacca para dentro do pateo!
Dois homens, immediatamente, largaram correndo.
--Barão, disse eu ao nosso amigo, chegou a sua vez. Mate a vacca. Não quero que imaginem que só eu sei fazer as maravilhas.
O barão tomou a carabina «Express», e esperou, no fundo silencio que se alargára. Por fim, á porta da aringa houve um ruido; e vimos entrar por ella, correndo, enxotada, uma grande vacca russa. Ao avistar a multidão, o animal estacou, olhou estupidamente, deu uma volta lenta, e mugiu.
--Agora! Gritei ao barão, vendo a vacca de lado e em bom alvo.
Bum! O tiro partiu, a vacca tombou, varada no coração. De toda a enorme soldadesca se exhalou um murmurio de admiração e terror.
--Então menti, rei Tuala? Exclamei eu, fitando o monstro com altivez.