O medonho Scragga teve uma risada bestial:
--Como ella treme, como ella treme diante da minha força!
--Ah canalha, se te apanho a geito! Rosnou o capitão, apertando na mão o rewolver.
No emtanto Gagula, com atroz zombaria, animava a desgraçada:
--Socega! Dize o teu nome. Vem, filha! Não temas!
--Oh mãe! Balbuciou a pobre creatura entre soluços, n’uma voz que desfallecia. Oh mãe! O meu nome é Fulata, e sou da casa de Suko. Mas porque hei de eu morrer, eu que não fiz mal nenhum?
--Tens de morrer, proseguiu a hedionda velha, para contentar os que vigiam além na montanha. Mais vale dormir de noite que trabalhar de dia. Mais vale estar quieta e morta que agitada e viva. E tu, filha ditosa da casa de Suko, vaes morrer ás mãos reaes do filho do nosso rei.
Olhei anciosamente para o sol. Nada! Um brilho impassivel, que achei quasi cruel!
No emtanto a pobre Fulata, apertando desesperadamente as mãos, supplicava, com gritos de angustia:
--Oh mãe, oh rei, não me deixeis morrer!... E eu tão nova! Pois nunca mais hei de vêr a aringa de meu pae? Nem embalar meus irmãos pequeninos? nem cuidar dos cordeiros doentes? E porque? Mandaram-me aqui para dançar e eu dancei! O meu noivo está lá fóra á minha espera! Minha mãe ficou sentada debaixo das machabelles até que eu volte para mugir as vaccas... E porque hei de eu morrer? Nunca fiz mal nenhum; e no terreiro da nossa casa deixava sempre cahir grãos de aveia para os passaros levarem aos ninhos...