—Ó Ferreira! Onde é que se mette esse pedaço d’asno, não me dirão? Ó Ferreira!
Passámos atravéz do alarido e, como olhasse por uma porta entreaberta, surprendi um lindo braço nú, de esbelto contorno e avisei o doutor.
—Ahi? é uma certa Clotilde... detesta-me; de resto não vale um olhar: é mulher de banhas fofas. Vamos á nossa Jesuina. É aqui. Parou diante de uma porta e bateu:
—Quem é.
—Eu, Jesuina.
—Eu, quem? Estou occupada.
—O Gomes...
—Ah! Espera... E a voz, mais proxima, indagou: Estás só?
—Não, mas é como se estivesse: trago commigo o Amor que tem os olhos vendados.
—Oh! filhinho... não estou em estado de receber. Mas a chave rangeu na fechadura, a porta descerrou-se e eu vi o rosto adoravel da fada.