—Desculpe-me, doutor. Vou concluindo a minha «toilette», porque, infelizmente, esse maldito contra-regra é de uma impaciencia feroz. A velhota levantou-se e foi ao canto.

—Agora é que são ellas! disse Jesuina a rir. Vamos ao peior. E, franzindo a fronte serena: Que calor, hein?

—Muito, disse eu, bufando.

A velha voltou com uma cotta de seda imbrincada de ouro e deu-lh’a a vestir, primeiro um braço, outro depois, e as duas, a velhota de joelhos, Jesuina, muito direita, firme, obrigada pela pressão das barbatanas, começaram a abotoar, uma da fimbria para cima, outra da gola até á cinta, apressadas, magoando os dedos.

Depois uma tira de filó em diagonal ao peito, cahindo em duas pontas soltas sobre um dos flancos; duas pulseiras em cada braço e, á cabeça, comprimindo os cabellos, um diadema altissimo com um brilhante á frente.

—Prompta! exclamou a velhota levantando-se.

—Graças a Deus! suspirou Jesuina sorrindo. E a vara?

—Está aqui...

—Estás divina! disse o doutor abraçando-a e beijando-lhe a nuca.

—Oh! oh! É terrivel este seu amigo, disse-me. E o doutor, tomando a frente, impoz: