Adormeci-o para sempre.
E agora? quem terá piedade da minha solidão? Era elle só...
Nasceu em noite de luar, finou-se em manhan de nevoa. E hei-de o deixar na terra justamente agora quando o inverno chega! Ai! de mim... A saudade mudará [{61}] o leite dos meus peitos em lagrimas para os meus olhos. Pobre de mim! Coitada de mim!
E a moça deixou-se cahir á beira do caminho apertando nos braços o corpo do filho morto.
A pequenita continuava a rebuscar anemonas.
Maria inclinou-se compadecida sobre o cadaver e duas lagrimas da sua piedade rolaram na fronte gelida do defunto.
Logo abriram-se os olhos da criança. Eram azues, côr do ceu; renasceram-lhe as rosas das faces, os bracinhos inertes estenderam-se e, lindo, com o esplendor da vida, o pequeno sorria afogando a cabeça no collo materno.
O espanto emmudecera, immobilisara a moça.