A mais e mais se lhe firmava nalma a certeza de que as palavras que ouvira em sonho haviam sido pronunciadas por um mensageiro do ceu.
Aquella era, em verdade, a eleita da Divina Graça, a Virgem pura de Judá, da qual devia nascer o Messias das gentes. [{67}]
Elle acompanhava-a, não como esposo e sim como servo, adorando-a de joelhos quando a via adormecida.
Ella ignorava tudo. Sabia apenas que era mãi porque sentia no seio os movimentos do Sêr Perfeito, no qual concentrava todo o seu amor.
Já lhe crescia o collo, pesando, arredondado e turgido.
O amor preparava o alimento para Aquelle que se nutria de mysterio.
—As mãis soffrem tanto pelos filhos!... O amor das mãis é como a rosa que cresce entre espinhos. Praza aos céus que meu filho não soffra emquanto fôr pequenino.
As crianças não falam, não atinam a indicar onde lhes punge a dôr, de sorte que a gente não sabe como as ha de alliviar quando soffrem.
—As mãis adivinham.