Levantaram-se os tres homens—o pastor sahiu da tenda e, estendendo o braço na direcção do outeiro, disse:
—É ali, sob a estrella.
—Deve ser, disse o negro. E os dois outros concordaram. E, despedindo o pastor com uma bolsa de moedas de ouro, ficaram de pé, em silencio, contemplando adorativamente a estrella que resplandecia. [{185}]
Adoração dos magos
Ao dealbar tronaram as buzinas e a caravana moveu-se em direcção á caverna.
A grande estrella ainda luzia no ceu.
Os magos seguiam á frente nos dromedarios e, em torno delles, nitriam, caracolavam os ginetes dos cavalleiros com os seus telizes dourados, os seus caparações de purpura.
Quando a turba defrontou com a caverna todos os homens apearam e, respeitosamente, com humildade de servos, [{186}] deixando no limiar os papuzes marchetados, os magos penetraram zumbridos, como se fossem de rastos, levando nas mãos, devotamente, as pareas significativas.