—Vamos molhar as flôres, ficam mais bonitas, como se tivesse acabado de cahir o rócio.

—Pois sim, pois sim.

O cristal dos repuxos altos cahiu sobre as grandes braçadas de maias.

—Vamos lá, vamos lá, que se faz tarde para o almoço!

No altar da Virgem estavam apenas largas rosas brancas, flôres d'um aroma subtil e angelico.

—Onde pôr as maias?

—No chão, junto ao altar. São as primicias da primavera oferecidas á Virgem.

—Pagão! censurou a marqueza.

—Não importa. Ficam bem. Aqui no chão, como um monte de estrellas, aos pés da Virgem:

Para que fosses mais formosa Deus deu-te a lua por chapins e as estrellas por caminho.