Era nos fins de maio. A estação dos bailes e recepções estava a terminar. M.me de la Tournelle via decorrer os minutos com impaciencia, para voar para os braços de Ronquerolle.
Estava prestes a deixar os salões da sua amiga, quando esta se aproximou d'ella, e lhe fez signal de que precisava falar-lhe áparte, e immediatamente.
M.me de Fleurus estava pallida e a sua apressada respiração denotava grande emoção.{151}
—Minha querida Carlota, disse-lhe ella; é preciso que voltes já a tua casa, e se me permittes, acompanhar-te-hei.
Um creado teu acaba de trazer aqui uma triste noticia. Teu marido encontra-se muito mal... Partamos depressa.
Por sua vez a marqueza se tornou pallida.
Suppoz logo que uma desgraça irreparavel acabava de se passar.
Quando as duas amigas chegaram ao palacio de Tournelle ia ali uma confusão enorme.
Á porta encontrava-se immensa gente e os creados, muito afflictos, corriam d'um lado para o outro falando e gesticulando.
Um commissario de policia, acompanhado do seu secretario e de muitos agentes descia pela escadaria principal.