—E porque não assistiu ao jantar a formosissima Carlota?

E o bispo de Dijon fazia esta pergunta com um ar trocista e malicioso e em voz quasi afflautada.

—O cidadão Ronquerolle, poderia talvez responder-vos monsenhor, retorquiu o padre, em voz baixa, acariciando o queixo com a mão esquerda e fazendo os olhos mais pequenos, n'um grande ar de espertalhão.

O prelado ficou um momento pensativo.

Depois enchendo um calice com finissimo licôr offereceu-o ao seu interlocutor e tomou um outro calice para si.

Os dois homens tocaram amigavelmente os copos, trocando uma saude, e levaram-os em seguida aos labios.{156}

—Pobre marquez de la Tournelle! disse o bispo.

—Era um fraco de espirito, accrescentou o vigario. Deve pertencer-lhe o reino dos céus.

—E ella, a marqueza? disse o bispo piscando o olho esquerdo.

—Ella! replicou o travesso vigario, é uma deusa do Olympo, que desceu até nós.