Emquanto esta scena se passava no gabinete de trabalho do bispo de Dijon, uma outra scena não menos interessante se dava em Paris entre Ronquerolle e os seus tres amigos.

Tinham n'essa manhã almoçado juntos em casa do deputado republicano, e depois como o tempo estava lindo, a temperatura agradavel e o sol cheio de belleza e alegria, tinham ido passear ao jardim do Luxemburgo.

Haviam posto de parte a politica, e evocavam as recordações dos primeiros annos da sua mocidade na grande Paris.

Instinctivamente, como n'outros tempos, se dirigiram para o Café Tabourey, onde juntos tinham feito tantos projectos de gloria, de amôr e de ambição.

Lá estava ainda, esse café attrahente, esse cantinho parisiense tão propicio aos homens de lettras e aos poetas.

Reconheceram a sua meza preferida e a ella se instalaram.

Os mesmos freguezes liam os jornaes e as revistas. O aparador, ao centro da casa, lá estava, como sempre, carregado de garrafas com cerveja e de copos.

A menina Amelia Dufer, a filha do dono{157} do estabelecimento estava um pouco mais nutrida.

Annunciava-se o seu casamento para breve e seu pae tratava de trespassar o café.

A sua fortuna estava feita, os filhos estavam empregados ou estabelecidos e elle precisava descançar. A edade assim lh'o exigia.