E o amante da marqueza ia no entanto prodigalisando todos os cuidados, todos os carinhos a Emilia.

Installou juncto d'ella uma excellente enfermeira, e vinha todos os dias, de manhã e á noite informar-se do estado da doente.

Muitas vezes mesmo durante o dia elle enviava ali o seu dedicado amigo Branche, para distrahir a infeliz rapariga.

Mas o mal fazia os mais rapidos progressos.

Os pulmões esphacellavam-se, o medico perdêra ja toda a esperança de salvar a terna creaturinha.

Emilia tinha uma tosse constante e uma febre ardente.

Não podia já deixar o leito.

Encostada a duas almofadas, ella tinha entretanto ainda fôrças para lêr.

E satisfazia-se ainda, sentia um ineffavel prazer em voltar a lêr as bellas paginas lidas n'outros tempos com Maximo, junto do fogão nas noites de inverno.

Qualquer soberbo romance de Balzac ou de Stendhal, qualquer livro de deliciosos versos de Alfredo de Musset, de Lamartine, de Victor Hugo e outros.