Coisa alguma nos poderá separar, não é verdade?
A minha vida vae ficar unida á tua. Sou a tua mulhersinha! Sim! A tua mulher.
Ah meu adorado Maximo! Se tu soubesses como eu desejava ser a tua esposa. Se soubesses como eu soffri por ser sómente a tua amante!
Era o meu sonho chamar-te o meu marido, e poder caminhar com firmeza, sobre o teu braço, e de cabeça erguida, sem receio!
Pois bem, o meu sonho, está realisado, não é verdade? E eu sou feliz. Já posso{111} acompanhar-te sem córar. Agora dizem ao vêr-nos passar em Luxemburgo: ahi vão dois jovens noivos; e como elles vão contentes, como se amam!
Ronquerolle chorava ante o delirar da sua pequenina amiga, da sua «querida toutinegra» d'outros tempos, como elle tinha por costume chamar-lhe, brincando com ella como duas creanças.
E o deputado de agora tapava o rosto com o lenço e soluçava.
Emilia entretanto nos seus delirios febris, tinha projectos adoraveis, d'uma simplicidade encantadora.
—Dize, Maximo, exclamou ella, quando voltar a primavera tu levar-me-has para o campo, não é assim?
Iremos pelas veredas embalsamadas, pelos trigaes, pela beira dos bosques e das vinhas... Vestir-me-hei como tu gostas; porei um d'esses chapeus de verão, que tanto te agradam e que, dizes tu, me ficam muito bem.