N'um dos seus momentos de lucidez, Emilia pediu a presença d'um sacerdote e recebeu os sacramentos com a devoção e recolhimento d'uma creança na sua primeira communhão.

Quando Ronquerolle viu a sua pobre amiga erguer-se, aproximar o rosto e receber a hostia sagrada das mãos do sacerdote, a impressão n'elle produzida foi tão violenta, que não poude conservar-se ali por mais tempo e sahiu a respirar por um momento no boulevard Montparnasse.

Uma vez ali, reparou n'uma carruagem fechada que perto estacionava.{112}

Aprumando-se viu que alguem de dentro da carruagem o chamava.

Era madame de la Tournelle que inquieta, viera ali para informar-se do que se passava.

—A pobresinha, disse-lhe Ronquerolle, morrerá mal chegue a noite, são estas ás palavras do medico. Parte-se-me o coração e soffro muito por vêl-a assim desfallecer.

«Não quero abandonal-a assim. Volto para junto d'ella.

Eram umas quatro horas da tarde.

A marqueza quiz acompanhar Maximo até á cabeceira da moribunda.

Emilia já mal respirava.