Ronquerolle esperava-a n'essa noite n'um dos seus ninhos de amôr; mas para salvar as apparencias a marqueza foi effectivamente a um baile em Saint-Germain, d'onde rapidamente sahiu sem os outros convivas darem por isso, para ir cahir nos braços do seu adorado, do seu querido Ronquerolle.

—Fui eu que errei, dizia Sergio de la{136} Tournelle dirigindo-se para os seus aposentos.

Devia ter escutado os seus conselhos e obedecêr-lhe escrupulosamente... Oh! A politica! Infernal politica! Para que me lancei eu n'essa odiosa engrenagem?

Carlota! Carlota!

Se tu soubesses como eu te amo!

Morreria por ti se m'o ordenasses!

E o desgraçado desesperava-se suppondo que havia perdido a estima de sua esposa apenas por uma serie de fraquezas suas, e acreditando, o que era verdade, que jámais a podia reconquistar.

O pobre marquez devorava a sós o seu profundo desgosto, porque as suas dôres eram d'aquellas que não se confiam a pessoa alguma, nem mesmo a um amigo intimo.

N'essa noite o marquez de la Tournelle não dormiu.

Ouviu dar todas as horas até ás quatro da madrugada.