Com juro:Emprestimos liberaes dos Açores, do Porto e de Lisboacontos2:520
Titulos de divida antiga » 12:375 14:895
Sem juro:Papel-moeda, por amortisar » 3:500
Divida fluctuante (atrazados) » 5:689
Juros por pagar » 897 10:086
Somma contos24:981

Divida não reconhecida

Legitima: Padrões de juros reaes contos 4:800
Outros emprestimos anteriores » 1:670
Atrazados de 23-4 » 10:543
Indemnisações approvadas, por pagar; e diversos » 11:000 28:013
Illegitima: Emprestimos de D. Miguel em 28-30 4:443
Somma contos 32:456
Total » 57:437
O Thesouro, pois, devia em 1828 contos 39:100
e confessava dever em 1835:
por titulos passados a extrangeiros 29:400 »
» » nacionaes 25:000 » 54:400
Excesso » 15:300
Deixando de reconhecer creditos legitimos por » 28:000
Excesso » 43:300

A esta somma devem juntar-se ainda os titulos naturalmente amortisados pela abolição das corporações possuidoras d’elles. Quanto a encargos, porém, a situação do Thesouro é diversa: pois a divida com juro era, em 1828, de 20 mil contos e agora é de 44:300. Apesar da somma de bens confiscados, o encargo do orçamento duplíca, embora se não paguem os juros dos padrões, ainda representantes de um capital de cinco mil contos.


É impossivel dizer que sommas a crise custou á nação, porque se não medem por numeros as perdas de riqueza e trabalho por todo o paiz, e menos ainda a perda de gente e de forca, consumidas pela guerra e pela intriga. Menos se póde contar ainda o valor perdido das energias gastas em sustos e afflicções!

Póde talvez, porém, calcular-se o que financeiramente se perdeu, reunindo numeros conhecidos:

Por parte dos Liberaes

Valor da divida que contrahiram no reino e fóra 27:522
Id. dos subsidios do Brazil, recebidos 2:943
Id. dos atrazados por pagar em 34 4:000
Valor das indemnisações a solver 7:000
Id. das dividas legitimas não reconhecidas 17:013
Id. do terço do papel-moeda, na conversão 2:500
Id. dos confiscos de propriedade inimiga ?