Agarrou a corda e, puxando pelo porco, depressa se esgueirou por um atalho. O nosso heroe, descuidado e alegre, continuou a andar, raciocinando:

—Fazendo bem as contas, eu ainda ganho com a troca: a carne do pato é muito saborosa e com as pennas faço uma almofada.

Depois de haver transposto a derradeira localidade antes de chegar á sua aldeia natal, notou um amolador{46} parado com a sua roda que fazia girar cantando.

João estacou e ficou a olhar para o que o homem estava fazendo; em seguida, dirigiu-lhe a palavra.

—Pela sua alegria se vê que tudo lhe corre no melhor dos mundos possiveis!

—Certamente, todo o officio é ouro em fio, um bom amolador anda sempre endinheirado. Onde comprou esse bello pato?

—Comprar não comprei... foi uma troca que fiz! troquei-o por um porco.

—E o porco?

—Foi em troca d'uma vacca!

—E a vacca?