—Ah! é v. ex.a. Eu vou abrir, respondeu apressadamente o dentista, moderando a impaciencia e esforçando-se por sorrir perante o freguez rico.
—Então?!... perguntou mal abriu a porta. Faça v. ex.a o favor de subir.
—Minha mulher está com uma dôr de dentes e eu vinha pedir-lhe aquelle elixir...
—Pois não! Eu dou-lh'o já...
E dirigiu-se a uma estante.
—Queira desculpar.
—Ora essa! É a nossa obrigação, não me falle v. ex.a n'isso... Se a dôr não abrandar á primeira applicação, renova o algodão no fim de meia hora...
—Eu sei, eu sei, respondia Claudio, apressando-se a descer a escada. Infelizmente já o tenho usado... Muito obrigado, sim? E desculpe...
—Não ha de quê. Sempre ás ordens de v. ex.a.
Claudio entrou em casa offegante. Correu ao quarto da mulher que, logo que o sentiu, se sentou no leito.