165 Locía. He hum pequeno regato, que passa pelo meyo da Villa de Amarante.
166 Lucefece. Nasce na serra d’Ossa, e correndo junto da Villa de Terena da parte do Norte, fertilizando o Alandroal, e Redondo, se vay meter no Guadiana.
167 Maçaõ. Nasce perto da serra chamada Teixeira, e entra no Douro.
168 Maratéca. He huma das grandes ribeiras do Alentejo naõ muito longe da Agualva. Por ella se passa para a Moita.
169 Marcabron. Serve esta ribeira de separar os termos de Villa Alva, e o de Villa de Frades. Por outra parte divide os limites de Béja dos de Villa Ruiva, e Alvito: mete-se no de Odivellas, que vay parar ao Sado.
170 Marnel. Discorre pelo lado meridional da Villa de Vouga.
171 Mendo-Marques. No termo de Arrayolos, e no sitio da Freguezia de S. Gregorio corre esta ribeira.
172 Mente, ou Rabaçal. He rio, que nasce perto de Pentes, Lugar de Galiza, e rega o termo da Villa de Monforte, donde caminha para o Tua, no qual se mergulha junto ao Lugar de Chellas em Mirandella depois de caminhar doze leguas. Pescaõ-se nelle boas trutas.
173 Merce. He huma ribeira, que nasce junto do Lugar de Val de Prados, termo de Bragança; e correndo perto da Villa de Cortiços, passa por huma ponte de dous arcos, para se ir incorporar com o Tua.
174 Minho. Para diante do Lima tres leguas ao Norte corre o Minho quasi taõ opulento como o Douro. Estrabo lhe dá o nome de Benis. Nasce perto da Cidade de Lugo, e caminhando o espaço de trinta e seis leguas, rega em Portugal as Villas de Melgaço, Monçaõ, Valença, Cerveira, e vem fenecer no mar entre a Cidade de Tuy, e a Villa de Caminha. Dizem que o chamarse Minho he por causa da cor, que as suas aguas recebem do fundo, que tiraõ hum pouco a vermelho: outros o attribuem ao vermelhaõ, que nasce nelle; porém Joaõ Salgado na Hydrografia deste rio diz, que se deriva da fonte Minhaõ, onde nasce, quatro leguas ao Norte de Lugo. Fallaõ deste rio os Authores abaixo allegados.[240]