230 Sequa. Divide, ou corta pelo meyo a Cidade de Tavira, o qual nascendo do sertaõ, faz este transito por huma boa ponte de sete arcos.

231 Sever, ou Severa. Tem sua origem na serra de S. Mamede no Alentejo, e com as fontes, que se despenhaõ das serras de S. Braz, e Portalegre, se faz copioso. Desta sorte correndo pela Villa de Ouguela, paga seu tributo ao Tejo junto a Villa Velha, onde se pescaõ as mais excellentes trutas. O Padre Poyares no Diccionario Geografico lhe dá o fim no Guadiana à vista de Badajoz.

232 Silveira. Pequena ribeira, que se despenha da serra d’Ossa da banda do Sul.

233 Sizandro. Principia a descubrirse na Sapataria de huma fonte chamada Sizandro, e vem cercar Torres-Vedras, que para mayor commodidade se atravessa com cinco pontes.

234 Sobrena. He huma ribeira do Alentejo, que nasce entre Viana, e Villa nova da Baronia, a qual regando os seus pomares, se mete em Odivellas.

235 Sorraya. He huma ribeira, que pela parte do Sul banha a Villa de Erra.

236 Sor. He huma caudalosa ribeira, que banha a Villa da Ponte de Sor pela banda do Oriente, e se mete no Tejo ao pé de Coruche. Os Romanos fundaraõ aqui huma grandissima ponte, para por ella fazerem a estrada de Santarem para Merida.

237 Sordo. Na Freguezia de Santa Eulalia da Comieira do Concelho de Penaguiaõ corre este rio da parte do Norte; e passando pelo Lugar de Relvas, se vay esconder no Corgo.

238 Sozeis. Dista esta ribeira duas leguas de Evora no caminho de Béja, e se recolhe no Enxarrama.

239 Sousa. Nasce junto à Igreja de Moura entre o Mosteiro de Pombeiro, e o de Cramos; e daqui descendo a fertilizar todas as terras, a que vay dando nome por espaço de oito leguas, vay acabar no Douro defronte do Lugar de Arnelas, duas leguas acima do Porto.