E o pae do pequeno? Ah! sim, esse tambem lá estava... Pois quem trabalha para sustentar a alegria n'aquellas almas?... Santa familia!
Que deliciosa ceia! Que paz tranquilla! Que boa noite de Natal!
Tanto falava o cego na canja, rua fóra, pela mão do pequeno! Quem não tem olhos, tem melhor paladar.{192}
E o pequeno como devora! É que é tarde e não costuma estar de véla áquellas horas! Comprida manhã terá na cama. Já os olhitos se lhe começam a fechar.
E o pae e a mãe a rirem, contentes de os verem assim!
Que boa noite de Natal!
Fitára os olhos na janella, não sabia d'ali apartal-os. Tambem eu agora olhava para cima, como ainda agora o pequeno para as estrellas, o cego não sei para onde.
Porque olhava o cego para o céo?
Tornou o gallo a cantar. Ouvi-o, ao longe, mais alegre, como quem já adivinha a madrugada.
Ha quanto tempo estava eu ali? Porque olhava para aquella trapeira?