Dei um murro no parapeito da janella e fechei-a desesperado.
*
* *
A nuvem negra, para provar que o bexigoso não era tolo de todo, deixou cahir como prologo de maior chuveiro, uns poucos de grossos pingos de agua, que vieram bater tristemente nos vidros da janella.
Accendi o velho candieiro de azeite e recostei-me n'uma poltrona de oleado, onde dei largas aos merencorios pensamentos.
Decididamente odiava a vida.
E que me prendia a ella? Fôra uma cadeia de oiro a d'outros tempos, mas viera a desgraça quebrar-lhe, um a um, os elos todos.
—A morte!{132}
E machinalmente puxei do rewolver.
Era uma joasinha americana, bonita, de systema engenhoso, com fechos de prata, que me saira n'um bazar de caridade.
—Eis o remedio para quantos males se soffrem no mundo, pensei. Uma pouca de coragem, um pequenissimo movimento... e nada mais é preciso.