Ao dobrar d'uma esquina encontrei um amigo.

—Aonde vais? disse-me. Até S. Carlos?

Pareceu-me offensa a pergunta e estive para responder-lhe:

—Não, vou matar-me.

Mas não quiz. Dizer-lh'o, para que? Se não podia perceber-me?

—Vou sem destino, disse.

—Já jantaste?

—Ainda não.

—Jantemos juntos n'esse caso.

E deu-me o braço e começámos a descer a rua.