—Isto de bordados... Um A e uma corôa.

E o Gomes sorriu-se, esforçando-se por ter um ar intelligente.

—Foi o sr. Visconde que m'o deu para o{149} empenhar, disse o outro, encolhendo os hombros com impaciencia.

—Pois, amigo, diga ao sr. Visconde que isto pouco valor tem. O bordado é bom, o bordado tem valor; mas a quem póde isto servir? Quer trez tostões?

—Traste...! resmungou o homem. Então só vale...? Ó sr. Gomes, olhe que roubar é feio. Faça favor de reparar que é de seda.

O Gomes, desdenhoso atirou com o lenço.

—Dê-me um cruzado e vou-me embora.

—Homem, você parece que não sabe quem eu sou!

E poz doze vintens em cima do balcão.

—Traste! tornou a resmungar o homem, pegando nos doze vintens e encaminhando-se para a porta.