D. GONTRADE

Não é nada... é a morte... é o descanço se Deus me perdoar. Meu filho, meu filho, eu cometti um grande crime, mas se tu m'o perdoares, Deus perdoar-me-ha tambem. Perdoa, filho, perdoa a tua mãi, que vai morrer!

D. MENDO

Vós tambem minha mãi, ides deixar-me! Todos me abandonam!... fico só, só com esta dor no mundo!

D. GONTRADE

Ai, Mendo, se eu visse cumprido antes de expirar o sonho do meu delirio! Que sonho tão bello, meu Deus! Que vizão consoladora!... Vi-o, a elle, a teu pai, cercado das glorias infinitas do céo... Não ameaçava já, abençoava... não me olhava com colera, sorria-se com brandura e piedade! Senti uma alegria infinita derramar-se no meu espirito... Accompanhava-o um anjo; e disse-me estas palavras divinas: «Perdoa, como eu te perdôo... Este anjo, é o anjo da guarda do nosso filho... faz feliz o nosso amado filho, o nosso querido Mendo.»

D. MENDO

E o anjo...

D. GONTRADE

O anjo era Violante. Violante á o teu anjo da guarda!