Por isso bom é recommendar ao alumno, na leitura do n final, o que dissemos a respeito do l.
Este n final valendo inflexão (e sempre tambem de til, pela influencia nasal retroactiva, que indicámos a respeito do m) é raro. Poucas são as palavras que assim acabam. E é só nessas palavras que a ortografia moderna o admitte. Caiu em desuso escrever van, lan, manhan. O n final valendo de til, foi com razão substituido pelo til.
Nesta qualidade de til, o mesmo que dissemos do m lhe é applicavel. Nasala a vogal anterior quando não tem vogal adiante, dando-se tambem casos excepcionaes como succede com o m, porém esta é a regra. Nós lemos:
anda, ente, indo, onda, unto, do mesmo modo que: ãda, ẽte, ĩdo, õda, ũto.
Como letra, nasalando ao mesmo tempo a vogal anterior, temos milhares de exemplos: todos lemos: ufano, pena, tina, tona, puna, como se estivesse escrito ufãno, pẽna, tĩna, tõna, pũna.
Escrito só por etymologia, tambem não escaceiam exemplos. Em annel, anniversario, annunciar, etc., o primeiro n não tem nenhum valor.
Resumindo esta doutrina ao nosso discipulo:
—Que letra é esta?—Netil.
—Porque se chama netil?—Porque umas vezes vale n', outras vezes vale de til.
—Quando vale n'?—Em tendo vogal adiante.