—Tenho tanta vergonha!....
Esta exclamação pronunciou-a Candida desprendendo-se do amplexo do marido e dando um pulo para o leito.
—Anda, fala, menina, que tolice é essa?
—Então apaga a luz, primeiro; póde ser que ás escuras eu me sinta mais animosa! ....
Roberto soprou a luz da véla e disse deitando-se:
—Agora....
Candida ficou por um momento silenciosa, afagando a fronte do marido com as pontas dos frios dedos trémulos. Depois, a subitas:
—É que,—murmurou com umas brégeiras risadinhas reprimidas,—é que eu.... estou grávida!
Um beijo sonoro, prolongado, ardente como o fogo dos grandes amores,—o beijo com que o esposo tenta revelar a indizivel alegria de vêr convertido em realidade o seu mais persistente anhelo,—respondeu áquella confissão prazenteira, na propicia escuridade da alcôva matrimonial....[{136}]
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