Tepido sonho de luz corpo, que destila aroma sublime e claro axioma espargindo amor a flux!

Uma vertigem produz teu olhar, o seio, a côma, voluptuoso symptoma que a phantasia traduz.

Debil flôr, que o sol admira beijando com azedume as estrellas de saphira…

mas ninguem sequer presume que o meu coração expira na mortalha do ciume.

*Na floresta*

Conversa nos abetos a bafagem,
Nas franças range o vento compassado
E á matilha esquivando-se um veado
Pasma de vêr no bréjo a sua imagem.

Que rumor tão subtil, que doce agrado,
Poesia terna e perfida, selvagem,
Em que os echos se arrastam na folhagem
Entre doceis de musgo avelludado.

Irrompem as gazellas nos aceiros
E as cobras apparecem na giesta
Quando as gralhas alagam os olmeiros.

Triste como o silencio da floresta,
Oiço dentro de mim uivos d'horror.
Combatem dois leões—Ciume e Amor!

*O cão de bordo*