Como seu irmão Sebastião, procura a Patria Nova. A diferença está apenas nos caminhos.

Aquêle quis ver primeiro em terra o Trono que machadou durante 30 ânos.

Jaime nunca se preocupou com as velharias do Passado. Sem as ferir diretamente, rasgou com coragem e fé a verêda do Futuro e, parecendo conservador, é o mais avançado revolucionario.

Porisso a sua nobre tolerancia é o mais valente grito de guerra.

Quem assim é tolerante tem a certeza de que o Erro cái de per si á simples aparição de toda a Verdade.

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Jaime de Magalhães Lima é talvês assim, visto como que num simples instantaneo.

Fotografado em todos os seus aspétos, seria o mesmo que pedir para êle em vida uma estatua, mais justa do que a de alguns, nunca tão livres de conciencia e honestos de verdadeira arte como este escritor, que é notavel por isso mesmo que muitos teimam em não o notar.

Nem o nosso caráter nem o dêle—e este muito menos—se comprazem com o mais justificado fetichismo.

Para êle, como para nós, a obra é valor da ideia e não do homem.