Estavam o Commendador, o Mendes, o Dr. Roberto, o Luiz Serra e o Guilherme, cazado com a Amelinha Bastos, e ainda o Juiz, o escrivão, o delegado do ministerio publico, os advogados.

Ermelinda estava com a filha a um lado, Alberto a outro, uns bellos ares contristados d'uma gravidade composta.

Recolhidas as testemunhas o juiz dirigiu aos dous palavras prudentes de conciliação, d'uma severidade amiga e triste.

Mas o Alberto protestou logo,—

—não, que pela parte d'elle não desejava tal{218} conciliação, seria uma indignidade, quando fôra ella que requerera o divorcio.—

Ermelinda por sua vez dizia:

—que bastava de martyrio, que esgotara o calix, não desejava de novo unir-se a elle; uma vez dado aquelle passo não voltaria atraz.—

As testemunhas então vieram depôr; a D. Clementina e a Joaquina especialmente foram eloquentes, d'uma convicção odiosa contra aquelle senhor, que era peior que um selvagem—dizia a ex-criada vingando-se d'aquelles bofetões, que a tinham despedido.

Os advogados fallaram, uma rhetorica eloquente, sobretudo o advogado d'Ermelinda, a quem o commendador promettera uma boa recompensa; e em seguida o juiz, os vogaes do conselho de familia, o ministerio publico, o escrivão recolheram-se a uma sala de conferencias, votaram a separação.

Depois, por um accordo reciproco, convencionou-se que a filha ficasse com a mãe, podendo ir visitar o pae todas as vezes que este o exigisse. A questão de bens tinha pouco litigio; o Alberto fôra desbaratando as pequenas economias do Jorge e alguma cousa que restava concordou-se, que ficasse como subsidio de alimentos e como dote para a pequena.